Gramática On-line | Por Prof. Dílson Catarino

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Ultima atualização: 08 AGO 2013

/ TESTE SEUS CONHECIMENTOS

Pronomes - gabarito comentado

01- Em qual par de palavras há respectivamente substantivo e pronome?

  • A imigração tornou-se necessária. / É dever cristão praticar o bem.

Necessária: é adjetivo, pois modifica o substantivo imigração.

Bem: é substantivo, pois vem antecedido de artigo.

  • Inglaterra é responsável por sua economia. / Havia muito movimento na praça.

Responsável: é adjetivo, pois modifica o substantivo Inglaterra.

Muito: é pronome indefinido, pois antecede o substantivo movimento expressando quantidade indefinida.

  • Fale sobre tudo o que for preciso. / O consumo de drogas é condenável.

O: é pronome demonstrativo, sinônimo de aquilo. Sempre que houver o que, os que ou as que, o o, o os e o as serão pronomes demonstrativos e o que, pronome relativo. Quando houver a que, o a pode ser preposição ou pronome demonstrativo, e o que será pronome relativo.

Consumo: é substantivo, pois está antecedido de artigo.

  • Pessoas inconformadas lutaram pela absolvição. / Pesca-se muito em Angra dos Reis.

Inconformadas: é adjetivo, pois modifica o substantivo pessoas.

Muito: é advérbio, pois modifica o verbo pescar.

  • Os prejudicados não tinham o direito de reclamar. / Não entendi o que você disse.

Prejudicados: é substantivo, pois está antecedido de artigo.

Que: é pronome relativo. Sempre que houver o que, os que ou as que, o o, o os e o as serão pronomes demonstrativos e o que, pronome relativo. Quando houver a que, o a pode ser preposição ou pronome demonstrativo, e o que será pronome relativo.

 

02- Observe as palavras destacadas da seguinte frase: Encaminhamos a V. Senhoria cópia autêntica do Edital no 19/82. A que classes gramaticais elas pertencem?

Encaminhamos: verbo encaminhar conjugado na primeira pessoa do plural do presente do indicativo ou do pretérito perfeito do indicativo.

Senhoria: substantivo usado na locução Vossa Senhoria, que se transforma em pronome de tratamento.

Autêntica: adjetivo, que modifica o substantivo cópia.

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03- Na oração “Certos amigos não chegaram a ser jamais amigos certos”, o termo destacado é sucessivamente:

  • Adjetivo e pronome
  • Pronome adjetivo e adjetivo
  • Pronome substantivo e pronome adjetivo
  • Pronome adjetivo e pronome indefinido
  • Adjetivo anteposto e adjetivo posposto

A classe gramatical a que pertence certo depende da posição em que ele se encontra na frase:

Antes do substantivo: certo é pronome indefinido;

Depois do substantivo: certo é adjetivo.

Os pronomes podem ser pronomes substantivos e pronomes adjetivos. Serão pronomes substantivos quando substituírem um substantivo. Serão pronomes adjetivos quando acompanharem um substantivo. Por exemplo:

Ele encontrou meu livro: Ele é pronome substantivo, pois substitui um substantivo. Meu é pronome adjetivo, pois acompanha o substantivo livro.

O pronome indefinido certo sempre será pronome adjetivo, pois acompanha um substantivo.

A frase “Certos amigos não chegaram a ser jamais amigos certos” tem, em certos amigos, um pronome indefinido adjetivo e, em amigos certos, um adjetivo.

 

04- Assinale a opção em que o termo em destaque, quando posposto ao substantivo, muda de significado e passa a pertencer a outra classe de palavras:

  • Complicada solução
  • Inapreciável valor
  • Extraordinária capacidade
  • Certos lugares
  • Engenhosos métodos

O termo que muda de significado e passa a pertencer a outra classe de palavras quando posposto ao substantivo é certo: passa de pronome adjetivo indefinido a adjetivo.

 

05- Em qual opção não há erro no emprego do pronome?

·         O diretor mandou eu entrar na sala.

·         Preciso falar consigo o mais rápido possível.

·         Cumprimentei-lhe assim que cheguei.

·         Ele só sabe elogiar a si mesmo.

·         Após a prova, os candidatos conversaram entre eles.

- Sujeito acusativo: quando um verbo no infinitivo ou no gerúndio tiver a ação dependente de verbo causativo (fazer, mandar, deixar, etc.) ou de verbo sensitivo (ver, ouvir, sentir, etc.), seu sujeito será denominado de sujeito acusativo. Este poderá ser representado por um substantivo ou por um pronome oblíquo átono (me, te, se, o, a, nos, vos, os, as), dentre outros. Jamais o sujeito acusativo pode ser representado por um pronome do caso reto (eu, tu, ele...): O diretor mandou-me entrar na sala.

- si, consigo: esses pronomes são sempre reflexivos ou recíprocos, ou seja, só podem ser usados se o sujeito praticar a ação sobre si mesmo (reflexivo) ou quando o sujeito estiver no plural e representar ação recíproca: Ele só sabe elogiar a si mesmo; Após a prova, os candidatos conversaram entre si. Não sendo reflexivo nem recíproco, deve-se usar com você(s), com ele(s), com ela(s): Preciso falar com você o mais rápido possível.

- lhe, lhes: pronomes oblíquos átonos que representam complementos verbal e nominal encabeçados pela preposição a exigida por verbo transitivo indireto, aquele que exige complemento preposicionado (Ex.: obedecer a algo/alguém), por substantivo abstrato (Ex.: ter respeito a algo/alguém) ou por adjetivo (Ex.: ser favorável a algo/alguém): Aos regulamentos, obedeço-lhes; Tenho-lhe respeito; Sou-lhe favorável.

Representam também elementos encabeçados pela preposição de em indicação de posse (algo de alguém): Cortaram-lhe os cabelos = Cortaram os cabelos dele = Cortaram os seus cabelos.

- o, a, os, as: se o verbo for transitivo direto, aquele que exige complemento não preposicionado, este não será representado por lhe, lhes, e sim por o, a, os, as: Cumprimentei-o assim que cheguei: Quem cumprimenta, cumprimenta alguém.

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06- Em qual opção houve erro no emprego do pronome?

  • Ele entregou um texto para mim corrigir.
  • Para mim, a leitura está fácil.
  • Isto é para eu fazer agora.
  • Não saia sem mim.
  • Entre mim e ele há uma grande diferença.
- Eu / tu: usam-se esses pronomes somente quando exercerem a função de sujeito: Ele entregou um texto para eu corrigir; Isto é para eu fazer agora.

- Mim / ti: usam-se esses pronomes quando não exercerem a função de sujeito: Para mim, a leitura está fácil; Não saia sem mim; Entre mim e ele há uma grande diferença.

Esses pronomes (mim / ti) podem ser usados antes de verbo no infinitivo, caso exerçam a função de complemento de verbo transitivo indireto (custar a alguém; bastar para ou a alguém; restar a alguém; faltar a alguém) ou a função de complemento de adjetivo que acompanha verbo de ligação (ser ou estar, principalmente): Custou a mim aceitar a situação; Basta para mim ter você ao meu lado; Resta a mim pagar as dívidas; Falta para mim trazer alguns documentos.

 

07- Em qual opção não há pronome relativo?

  • O que queres não está aqui.
  • Temos que estudar mais.
  • A estrada por que passei é estreita.
  • A prova que faço não é difícil.
  • A festa a que assisti foi ótima.

Os pronomes relativos (que, quem, qual, onde, quanto e cujo) estabelecem uma relação sintática entre o substantivo anterior a eles (ou pronome substantivo) e o verbo posterior a eles. É, portanto, obrigatória a presença de um substantivo (ou de pronome substantivo) imediatamente antes do pronome relativo, podendo haver entre eles somente uma preposição ou uma locução prepositiva. Na frase Temos que estudar mais, o termo que não é pronome relativo por não haver um substantivo nem um pronome substantivo antes dele. Esse que não é considerado recomendável, apesar de ser bastante usado no Brasil. O mais recomendável é que se use ter de: Temos de estudar mais. O termo que, então, por estar no lugar da preposição de, funciona como preposição.

Em todas as outras frases há relação sintática entre o substantivo e o verbo: A estrada por que passei é estreita: eu passei pela estrada; A prova que faço não é difícil: a prova não é difícil; A festa a que assisti foi ótima: a festa foi ótima. Em O que queres não está aqui, o termo o é pronome demonstrativo, pois pode ser substituído por aquilo. Sempre que houver pronome demonstrativo antes de que, este será pronome relativo. O que, isso que, isto que, aquilo que, aquele que, aquela que...

 

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08- Em quais opções que é pronome relativo?

Conheci que (1) Madalena era boa em demasia. A culpa foi desta vida agreste que (2) me deu uma alma agreste. Procuro recordar o que (3) dizíamos. Terá realmente piado a coruja? Será a mesma que (4) piava há dois anos? Esqueço que (5) eles me deixaram e que (6) esta casa está quase deserta.

Nas opções (1), (5) e (6), não há substantivo nem pronome substantivo antes de que; não é, portanto pronome relativo em nenhuma delas.

Nas opções (2), (3) e (4):

(2): “... vida agreste que me deu uma alma agreste”: Há relação sintática entre o substantivo anterior (vida) e o verbo dar: a vida agreste me deu uma alma agreste.

(3): “... o que dizíamos” = dizíamos aquilo. Sempre que houver pronome demonstrativo antes de que, este será pronome relativo.

(4): “... a mesma que piava...”: mesma é um pronome demonstrativo de reforço = aquela que piava. Sempre que houver pronome demonstrativo antes de que, este será pronome relativo.

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09- Em qual opção a palavra destacada é pronome?

  • O homem que chegou é meu amigo.
  • Notei um quê de tristeza em seu rosto.
  • Importa que compareçamos.
  • Ele é que disse isso.
  • Vão ter que dizer a verdade.

Quando o que estiver antecedido de substantivo que tem relação sintática com o verbo posterior, será pronome relativo. Portanto, em O homem que chegou é meu amigo, que é pronome relativo: o homem chegou.

- quê: é substantivo, por significa alguma coisa, qualquer coisa. Quando tiver esse significado, além de ser precedido do artigo indefinido um, é acentuado: um quê.

- é que: é partícula expletiva. Quando estiver antecedido do verbo ser no singular, sem sujeito expresso, pode ser partícula expletiva. Será isso quando a expressão é que puder ser eliminada da oração sem prejuízo semântico a ela: Ele disse isso. A partícula expletiva pode ser representada somente pelo que: Ele que disse isso.

- conjunção integrante: Quando o que iniciar oração que exerce a função de sujeito, objeto direto, objeto indireto, predicativo e complemento nominal, sempre será denominado de conjunção integrante. O mesmo acontece com o se: Importa que compareçamos: o verbo importar é intransitivo, pois aquilo que importa, importa. Para se encontrar seu sujeito, pergunta-se que é que importa? Resposta: que compareçamos. Esse é o sujeito de importar; é uma oração que funciona como sujeito, cujo nome é oração subordinada substantiva subjetiva. O que é, portanto, conjunção integrante.

 

10- Estamos certos de que V. Exa.  __________ merecedor da consideração que _________ dispensam ___________ funcionários.

  • é – lhe – vossos
  • é – lhe - seus
  • e – vos - vossos
  • sois – lhe – seus
  • sois – vos vossos

V. Exa. é a abreviação do pronome de tratamento Vossa Excelência. É o modo cerimonioso como se trata determinadas pessoas. Por exemplo: cidadãos importantes na sociedade, principalmente em linguagem comercial, devem ser tratados de Vossa Senhoria; políticos e ministros de estado: Vossa Excelência; reitores de universidade: Vossa Magnificência; príncipes: Vossa Alteza; reis: Vossa Majestade; o papa: Vossa Santidade; Deus: Vossa Onipotência.

Usa-se Vossa ..., quando se fala com a pessoa e Sua ..., quando se fala da pessoa. Por exemplo: Presidente, quando Vossa Excelência se encontrar com Sua Santidade, o protocolo deve ser seguido à risca.

Todo pronome de tratamento representa a terceira pessoa, portanto todos os termos que se referem ao pronome de tratamento devem concordar na terceira pessoa: verbos, pronomes, etc.

A frase adequada, portanto, é a seguinte: Estamos certos de que V. Exa. é merecedor da consideração que lhe dispensam seus funcionários.

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11- Qual a opção inadequada?

  • Receba Vossa Excelência os cumprimentos de seus subordinados.
  • Sua Excelência, o Ministro da Justiça, chegou acompanhado de outras autoridades.
  • Reiteramos nosso apreço a Vossa Senhoria e vossos subordinados.
  • Solicitamos a Sua Senhoria que encaminhasse suas sugestões por escrito.
  • Concordamos com Vossa Excelência e com seus subordinados.

Todo pronome de tratamento representa a terceira pessoa, portanto todos os termos que se referem ao pronome de tratamento devem concordar na terceira pessoa: verbos, pronomes, etc.

A frase inadequada, portanto, é a seguinte: Reiteramos nosso apreço a Vossa Senhoria e vossos subordinados. O pronome possessivo de terceira pessoa é seu(s), sua(s). A frase, então, tem de ser assim corrigida: Reiteramos nosso apreço a Vossa Senhoria e seus subordinados.

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12- Qual a opção com erro?

  • Não consegui entendê-lo naquela confusão.
  • É para mim fiscalizar aqueles volumes.
  • Tudo ficou esclarecido entre mim e ti.
  • Por favor, mande-o entrar e sentar-se.
  • Fizeram-no esperar demais hoje.

- o, a, os, as: se o verbo for transitivo direto, aquele que exige complemento não preposicionado, este será representado por o, a, os, as. Não consegui entendê-lo naquela confusão: Quem entende, entende alguém. Os pronomes o, a, os, as podem ser substituídos por variantes:

- no, na, nos, nas: quando o verbo terminar em M, ÃO ou ÕE, usa-se no, na, nos, nas no lugar de o, a, os, as. Por exemplo: As motos estavam à venda; eles compraram-nas por pouco dinheiro; Eles oferecem os brindes e dão-nos só aos amigos; Eles pegam os sapatos e põe-nos.

- lo, la, los, las: quando o verbo transitivo direto terminar em R, S ou Z, usa-se lo, la, los, las no lugar de o, a, os, as. As terminações R, S, Z desaparecem. Por exemplo: Vou escrever a música e cantá-la a vocês; Essa música, tu canta-la?; O padre pega as crianças com seu carro e condu-las até a igreja; Não consegui entendê-lo.

- Eu / tu: usam-se esses pronomes somente quando exercerem a função de sujeito: É para eu fiscalizar aqueles volumes.

- Mim / ti: usam-se esses pronomes quando não exercerem a função de sujeito: Tudo ficou esclarecido entre mim e ti.

Esses pronomes (mim / ti) podem ser usados antes de verbo no infinitivo, caso exerçam a função de complemento de verbo transitivo indireto (custar a alguém; bastar para ou a alguém; restar a alguém; faltar para ou a alguém) ou a função de complemento de adjetivo que acompanha verbo de ligação (ser ou estar, principalmente): Custou a mim aceitar a situação; Basta para mim ter você ao meu lado; Resta a mim pagar as dívidas; Falta para mim trazer alguns documentos.

- Sujeito acusativo: quando um verbo no infinitivo ou no gerúndio tiver a ação dependente de verbo causativo (fazer, mandar, deixar, etc.) ou de verbo sensitivo (ver, ouvir, sentir, etc.), seu sujeito será denominado de sujeito acusativo. Este poderá ser representado por um substantivo ou por um pronome oblíquo átono (me, te, se, o, a, nos, vos, os, as), dentre outros. Jamais o sujeito acusativo pode ser representado por um pronome do caso reto (eu, tu, ele...): Por favor, mande-o entrar e sentar-se; Fizeram-no esperar demais hoje.

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13- Complete as lacunas:

  • De repente, deu um livro para .............. . (eu / mim)
  • Nada mais há entre ............. e você. (eu / mim)
  • Sempre houve entendimento entre ............ e ti. (eu / mim)
  • José, espere. Vou .............. . (consigo / contigo / com você)

Usa-se eu somente quando exercer a função de sujeito. Se não houver verbo exigindo sujeito, obviamente não se pode usar eu: De repente, deu um livro para mim; Nada mais há entre mim e você; Sempre houve entendimento entre mim e ti.

- si e consigo: pronomes que só podem ser usados reflexivamente, ou seja, somente quando o sujeito praticar a ação sobre si mesmo. Devem-se analisar os elementos identificadores do interlocutor; se este for tu, usa-se contigo; se for você, usa-se consigo caso haja reflexibilidade, e usa-se com você se não a houver. O verbo esperar, na forma espere, identifica o interlocutor: você; não há reflexibilidade, portanto, deve-se usar com você: José, espere. Vou com você.

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14- Vossa Excelência ...................... que eu ......................... traga ..................... jornal?

  • quer – lhe – vosso
  • quer – vos – seu
  • quereis – vos – vosso
  • quer – lhe – seu
  • quereis – lhe – vosso

Todo pronome de tratamento representa a terceira pessoa, portanto todos os termos que se referem ao pronome de tratamento devem concordar na terceira pessoa: verbos, pronomes, etc. A frase adequada, portanto, é a seguinte: Vossa Excelência quer que eu lhe traga seu jornal?

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15- Onde há erro no uso do pronome de tratamento?

  • Os reitores das universidades recebem o título de Vossa Magnificência.
  • Sua Excelência, o Senhor Ministro, não compareceu à reunião.
  • Senhor Deputado, peço a Vossa Excelência que conclua a sua oração.
  • Sua Eminência, o Papa Paulo VI, assistiu à solenidade.
  • Procurei o chefe da repartição, mas Sua Senhoria se recusou a ouvir minhas explicações.

Cidadãos importantes na sociedade, principalmente em linguagem comercial, devem ser tratados de Vossa Senhoria; políticos e ministros de estado: Vossa Excelência; reitores de universidade: Vossa Magnificência; príncipes: Vossa Alteza; reis: Vossa Majestade; o papa: Vossa Santidade; Deus: Vossa Onipotência.

Usa-se Vossa ..., quando se fala com a pessoa e Sua ..., quando se fala da pessoa. Por exemplo: Presidente, quando Vossa Excelência se encontrar com Sua Santidade, o protocolo deve ser seguido à risca.

O erro encontra-se na frase 4. Corrigindo-a: Sua Santidade, o Papa Paulo VI, assistiu à solenidade.

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16- Em qual opção a palavra certo é pronome indefinido?

  • Certo perdeste o juízo.
  • Certo rapaz te procurou.
  • Escolheste o rapaz certo.
  • Marque o conceito certo.
  • Não deixe o certo pelo errado.

Classes gramaticais de certo:

- adjetivo: usado depois do substantivo: rapaz certo; conceito certo.

- pronome indefinido: usado antes do substantivo: certo rapaz.

- advérbio: significa certamente ou de maneira exata: certo (= certamente) perdeste o juízo.

- substantivo: antecedido de artigo; significa coisa certa: Não deixe o certo pelo errado.

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17- Se é para ................ (eu / mim) dizer o que penso, creio que a escolha se dará entre ................... (mim e ti / mim e tu / eu e tu / eu e ti)

Usa-se eu e tu somente quando exercerem a função de sujeito. Se não houver verbo exigindo sujeito, obviamente não se pode usar eu nem tu: Se é para eu dizer o que penso, creio que a escolha se dará entre mim e ti.

 

18- Em qual opção há erro no emprego do pronome oblíquo?

  • Eu o conheço muito bem.
  • Devemos preveni-lo do perigo.
  • Faltava-lhe experiência.
  • A mãe amava-a muito.
  • Farei tudo para livrar-lhe desta situação.

Verbo transitivo direto (VTD) é aquele que exige complemento sem preposição. Como exemplo, o verbo amar: quem ama, ama algo/alguém. Os complementos dos VTDs podem ser representados pelos pronomes oblíquos átonos o, a, os, as e suas variantes: lo, la, los, las, que se ligam a verbos terminados em R, S ou Z (essas terminações desaparecem) e no, na, nos, nas, que se ligam a verbos terminados em M, ÃO ou ÕE.

Verbo transitivo indireto é aquele que exige complemento com preposição (a, de, para, por, em...). Como exemplo, o verbo obedecer: quem obedece, obedece a algo/alguém. Os complementos dos VTIs que egigem a preposição a podem ser representados pelos pronomes oblíquos átonos lhe, lhes.

Conhecer: quem conhece, conhece algo/alguém; é, portanto, VTD; por isso o uso do pronome o.

Prevenir: quem previne, previne alguém; é, portanto, VTD; é terminado em R; por isso o uso da variante lo.

Faltar: aquilo que falta, falta a alguém; é, portanto, VTI que exige a preposição a; por isso o uso do pronome lhe.

Amar: quem ama, ama algo/alguém; é, portanto VTD; por isso o uso do pronome a.

Livrar: quem livra, livra algo/alguém; é, portanto, VTD; está inadequado, então, o uso de lhe; o certo é usar a variante lo(s) ou la(s), já que o verbo termina em R: Farei tudo para livrá-lo desta situação.

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19- Alguém, antes que Pedro o fizesse, teve vontade de falar o que foi dito. Os pronomes em destaque dispõem-se nesta ordem:

  • De tratamento, pessoal, oblíquo, demonstrativo.
  • Indefinido, relativo, pessoal, relativo.
  • Demonstrativo, relativo, pessoal, indefinido.
  • Indefinido, relativo, demonstrativo, relativo.
  • Indefinido, demonstrativo, demonstrativo, relativo.

Alguém: é pronome indefinido, uma vez que representa uma pessoa de modo vago, impreciso.

O: é pronome demonstrativo, visto que pode ser substituído por outro pronome demonstrativo: antes que Pedro fizesse isso.

O: é pronome demonstrativo, visto que pode ser substituído por outro pronome demonstrativo: teve vontade de falar aquilo.

Que: é pronome relativo, já que sempre que o termo que estiver após um pronome demonstrativo, será pronome relativo.

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20- Na frase Chegou Pedro, Maria e o seu filho dela, o pronome possessivo está reforçado para:

  • Ênfase
  • Elegância de estilo
  • Figura de harmonia
  • Clareza
  • Concessão

Coloca-se dele(s) ou dela(s) em orações com pronome possessivo para dar clareza à frase, já que em Chegou Pedro, Maria e seu filho não há clareza quanto ao filho ser de Pedro ou de Maria.

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21- Em que opção o pronome pessoal está empregado corretamente?

  • Este é um problema para mim resolver.
  • Entre eu e tu não há mais nada.
  • A questão deve ser resolvida por eu e você.
  • Para mim, viajar de avião é um suplício.
  • Quanto voltei a si, não sabia onde me encontrava.

Só se usa eu e tu na função de sujeito. Para isso é necessária a presença de um verbo exigindo sujeito, por isso devem-se corrigir as seguintes frases: Este é um problema para eu resolver.

- Entre mim e ti não há mais nada;

- A questão deve ser resolvida por mim e você.

Só se usa si em frases em que haja reflexibidade de terceira pessoa. por isso Quando voltei a si está inadequado, já que eu voltei a mim.

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22- Onde há erro quanto ao uso dos pronomes se, si ou consigo?

  • Feriu-se quando brincava com o revólver e o virou para si.
  • Ele só cuida de si.
  • Quando V. Sa. Vier, traga consigo a informação pedida.
  • Ele se arroga o direito de vetar tais artigos.
  • Espere um momento, pois tenho de falar consigo.

A única frase que não apresenta reflexibilidade, ou seja, o sujeito de terceira pessoa praticando a ação sobre si mesmo é a última, por isso a correção: Espere um momento, pois tenho de falar com você.

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23- Este inferno de amar – como eu amo! - / Quem mo pôs aqui n’alma ... quem foi? / Esta chama que alenta e consome, / Que é a vida – e que a vida destrói - / Como é que se veio a atear, / Quando / ai quando se há-de apagar? (Almeida Garret)

No texto, os pronomes eu, quem e este são respectivamente

  • Indefinido – pessoal – indefinido
  • Pessoal – interrogativo – demonstrativo
  • Pessoal – indefinido – demonstrativo
  • Interrogativo – pessoal – indefinido
  • Indefinido – pessoal – interrogativo

Eu: sempre é pronome pessoal do caso reto.

Quem: em início de frase interrogativa, sempre é pronome interrogativo.

Este: sempre é pronome demonstrativo.

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24- O auxiliar judiciário discutiu ................... mesmos a respeito de possíveis desentendimentos entre .................. e ....................... .

  • Conosco – eu – ti
  • Com nós – mim – tu
  • Com nós – mim – ti
  • Conosco – eu – tu
  • Conosco – mim – ti

Usa-se com nós e com vós no lugar de conosco e convosco quando à frente desses pronomes surgir alguma palavra (mesmos, próprios, alguns, todos, um numeral, um substantivo...) ou expressão (oração subordinada adjetiva...) que indique quem somos nós ou quem sois vós. É o que ocorre na frase apresentada: discutiu com nós mesmos.

Não há verbo exigindo eu e tu como sujeito; usa-se, portanto, mim e ti.

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25- V. Excelência ................ fazer o que ............. for possível, para que .............. prestígio se mantenha.

  • Deveis – vos – vosso
  • Deveis – lhe – seu
  • Deveis – lhe – vosso
  • Deve – vos – seu
  • Deve – lhe – seu

Pronome de tratamento é pronome de terceira pessoa. Todos os elementos devem concordar com a terceira pessoa, portanto: V. Excelência deve fazer o que lhe for possível, para que seu prestígio se mantenha.

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26- Traga os relatórios ainda hoje, para .................... com vagar.

  • eu lê-los
  • mim ler-los
  • mim lê-los
  • mim ler-lhes
  • eu ler-los

Há verbo exigindo sujeito: ler; por isso deve-se usar o pronome eu. O verbo ler é VTD, pois quem lê, lê algo. Deve-se usar, então, o pronome o. Como o verbo termina em R, usa-se a variante lo: Traga os relatórios, para eu lê-los. 

27- Em qual opção há erro no emprego dos pronomes?

  • Vossa Excelência e seus convidados.
  • Mandou-me embora mais cedo.
  • Vou estar consigo amanhã.
  • Vós e vossa família estais convidados para a festa.
  • Deixei-o encarregado da turma.

Só se usa o pronome consigo quando houver reflexibilidade de terceira pessoa. Está errado, portanto, Vou estar consigo.


28- O trabalho tem mais isso de excelente: distrai nossa vaidade, engana nossa falta de poder.

Também há ocorrência de pronome empregado com sentido de posse em:
  • O trabalho afasta de nós três grandes males: o tédio, o vício e a necessidade.
  • O trabalho impede-o de olhar um outro que é ele e que lhe torna a solidão horrível.
  • O trabalho desvia-o da visão assustadora de si mesmo.
  • Vagabundo é quem não tem o que fazer; nós temos, só não o fazemos.
  • O trabalho faz-nos sentir a esperança de um bome acontecimento.

Há três maneiras de se indicar posse por meio de pronomes:


1- Com a preposição de ligando o substantivo possuído a pronome pessoal de terceira pessoa.

- A casa dele ruiu.

- Os amigos de vocês são bem camaradas.


2- Pelos pronomes possessivos meu(s), minha(s), teu(s), tua(s), seu(s), sua(s), nosso(s), nossa(s), vosso(s), vossa(s).

- A sua casa ruiu.

- Os seus amigos são bem camaradas.

- A minha esposa é linda.


Obs.: Em alguns casos em que se usam pronomes de terceira pessoa, pode ocorrer ambiguidade. Por exemplo,

na frase A sua casa ruiu, dependendo do contexto não haverá clareza quanto a que casa ruiu: a da pessoa com quem se fala ou da pessoa de quem se fala. Se for dessa última, pode-se colocar dele(s), dela(s), juntamente do pronome seu(s), sua(s).

- A sua casa dela ruiu.


3- Pelos pronomes oblíquos átonos me, te, lhe, nos, vos, lhes.

- Tiraram-me o sossego. (= Tiraram o meu sossego)

- Arracaram-se os filhos. (= Arrancaram os seus fiilhos)

- Se tu quiseres, falo com seu pai e lhe beijo os pés. (= beijo os pés dele)


Das frases apresentadas, a única que apresenta pronome empregado com sentido de posse é a seguinte:

O trabalho impede-o de olhar um outro que é ele e que lhe torna a solidão horrível.

O pronome oblíquo átono lhe é indicador de posse;

que lhe torna a solidão horrível = que torna a sua solidão horrível - que torna a solidão dele horrível.


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