Gramática On-line | Por Prof. Dílson Catarino

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Ultima atualização: 14 NOV 2013

/ GRAMÁTICA

Adjunto adnominal X Complemento nominal

Adjunto Adnominal

 


É o termo acessório que explica, determina ou especifica um núcleo de função sintática. Os adjuntos adnominais prendem-se diretamente ao substantivo a que se referem, sem qualquer participação do verbo. Isso é facilmente percebido, quando substituímos um substantivo por um pronome: todos os adjuntos adnominais que gravitam ao redor do substantivo têm de acompanhá-lo nessa substituição, ou seja, os adjuntos adnominais desaparecem.

As esplendorosas paisagens do litoral brasileiro deixam os turistas estrangeiros extasiados.

Analisando sintaticamente a oração:

Verbo deixar: Verbo Transitivo direto, pois quem deixa, deixa alguém.
Sujeito: quem é que deixa os turistas extasiados? Resposta: As esplendorosas paisagens do litoral brasileiro;
Núcleo do sujeito: paisagens. Então o sujeito é simples.

Se substituirmos o núcleo do sujeito por um pronome, ocorrerá o seguinte:

Elas deixam os turistas estrangeiros extasiados. Portanto as, esplendorosas e do litoral brasileiro funcionam como adjunto adnominal.

Objeto Direto: As paisagens deixam quem? Resposta: os turistas estrangeiros;
núcleo do objeto direto: turistas.

Se substituirmos o núcleo do objeto direto por um pronome, ocorrerá o seguinte:

As esplendorosas paisagens do litoral brasileiro deixam-nos extasiados. Portanto os e estrangeiros funcionam como adjunto adnominal.

Observe que o termo extasiados não desapareceu na substituição do substantivo por um pronome. Então ela não é adjunto adnominal, e sim predicativo do objeto, pois qualifica o núcleo do objeto direto turistas.

 


Outras maneiras de se comprovar a existência do adjunto adnominal:

 

01) Todas as palavras que surgirem antes do núcleo, dentro da função sintática, funcionam como adjunto adnominal.

Quase todos os brasileiros já se decepcionaram com o governo.

Quase todos os funcionam como aa, pois surgem antes do núcleo brasileiros.

 



02) Todas as palavras sem preposição que surgirem após o núcleo, dentro da função sintática, funcionam como adjunto adnominal.

Os cidadãos londrinenses revoltaram-se contra o prefeito.

Londrinenses funciona como aa, pois não há preposição, surge após o núcleo cidadãos e está dentro da função sintática.

 



03) Todas as palavras com ou sem preposição que surgirem após o núcleo, dentro da função sintática, funcionam como adjunto adnominal, desde que o núcleo seja um substantivo concreto.

Os anéis de ouro foram roubados.

O termo de ouro funciona como aa, pois anéis é substantivo concreto.

 


04) Todas as palavras com a preposição de que indicarem posse (algo de alguém), dentro da função sintática, funcionam como adjunto adnominal.

Os anéis do rei foram roubados.

O termo do rei funciona como aa, pois indica posse: Algo de alguém = Os anéis do rei.

 


05) Todas as palavras com preposição, dentro da função sintática, que praticarem a ação contida no núcleo, funcionam como adjunto adnominal.

A resposta do aluno foi considerada certa.

O termo do aluno funciona como aa, pois o aluno praticou a ação de responder.

 


06) O pronome relativo cujo sempre funciona como adjunto adnominal.

 



07) Os pronomes oblíquos átonos me, te, lhe, nos, vos e lhes funcionarão como adjunto adnominal, quando tiverem valor possessivo, ou seja, quando puderem ser substituídos por meu(s), teu(s), seu(s), nosso(s), vosso(s), minha(s), tua(s), sua(s), nossa(s), vossa(s).

A mãe ajeitou-lhe o vestido = A mãe ajeitou o seu vestido ou A mãe ajeitou a vestido dela.

 


08) Quando o adjunto adnominal for representado por uma oração, receberá o nome de Oração Subordinada Adjetiva Restritiva.

Os alunos que não estudam têm dificuldades no futuro.

Sujeito: Quem tem dificuldades? Resposta: Os alunos que não estudam. A oração que não estudam é oração que funciona como aa.

 


Complemento Nominal

 


É o termo da oração que completa a significação de um nome (adjetivo, advérbio ou substantivo abstrato), por intermédio de uma preposição.

 

Funcionarão como complemento nominal:

01) Todas as palavras com preposição, dentro da função sintática, que forem pacientes ou destinatários da ação contida no núcleo.

 

A construção do prédio foi considerada um erro.

O termo do prédio funciona como CN, pois o prédio é elemento paciente em relação à ação de construir (Alguém construiu o prédio).

 

Temos confiança em nossos amigos.

O termo em nossos amigos funciona como CN, pois é elemento destinatário em relação à ação de confiar (Nós confiamos em nossos amigos).

 


02) Os pronomes oblíquos átonos me, te, lhe, nos, vos e lhes funcionarão como complemento nominal, quando possuírem valor de a alguém, não provindo a preposição de verbo. A preposição, porém, desaparece.

Tenho-lhe respeito.

O pronome lhe funciona como CN, pois Tenho respeito a alguém, sendo que a prep. a não provém do verbo ter, e sim do substantivo respeito.

 


03) Quando o complemento nominal for representado por uma oração, recebe o nome de Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal.

 

Temos confiança em que conseguiremos nosso intento.

A oração que conseguiremos nosso intento é oração subordinada substantiva completiva nominal, pois a preposição em não provém do verbo, mas sim do substantivo confiança.

 

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