Gol é palavra inglesa. Já está, porém, há muito tempo, inclusa no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp), editado pela Academia Brasileira de Letras, e também enraizada na nossa cultura futebolística.
Os dicionários registram quatro maneiras de se pluralizar esse vocábulo:
Aurélio: gois e golos. Registra, porém, que gois é pouco usado e que golos é palavra lusitana e também usada no Rio Grande do Sul. Traz também que é incoerente o plural gols, para uma palavra aportuguesada, mas diz parecer ser difícil que se venha a fugir desse barbarismo, tão arraigado está.
Nota: Barbarismo é forma não aceita pelos puristas.
Houaiss: gois, goles (ô) e gols. Registra que gols é um barbarismo consagrado pelo uso.
Michaelis: gols. Diz que é a única forma em uso.
Aulete: gols, goles e gois e diz que o mais usado é gols.
Você, caro internauta, imagina Galvão Bueno dizendo O Brasil perdeu muitos goles naquele jogo! ou muitos gois?
Lógico que não, não é mesmo?
O Volp registra as palavras que, oficialmente, podem ser usadas como pertencentes ao nosso idioma, inclusive os estrangeirismos e os neologismos de uso corrente no Brasil. Eis alguns exemplos:
shopping center,
on-line (com hífen),
gol, show, checking, check-up, e-mail (com hífen), etc.
A palavra gol está, portanto, incorporada à nossa língua.
E o plural, afinal, como fica?
Embora os dicionários registrem gols, goles, golos e gois, use gols, como registra o Volp.
A frase apresentada, então, deve ser assim estruturada:
Precisamos de um jogador que faça muitos gols...