O verbo Ser:
Quando o verbo ser e o predicativo do sujeito forem numericamente diferentes (um no singular, outro no plural), o verbo deverá ficar no plural.
O vestibular são as esperanças dos estudantes.
Tudo são flores, quando se é criança.
Se o sujeito representar uma pessoa ou se for pronome pessoal, o verbo concordará com ele.
Aline é as alegrias do namorado.
O Presidente é as esperanças do povo brasileiro.
Se o sujeito for uma quantidade no plural, e o predicativo do sujeito, palavra ou expressão como muito, pouco, o bastante, o suficiente, uma fortuna, uma miséria, o verbo ficará no singular.
Cem reais é muito por esse produto.
Duzentos gamas de carne é pouco.
Na indicação de horas ou distâncias, o verbo concordará com o numeral.
Era meio-dia quando ele chegou.
São duas horas.
É 1h58min.
Na indicação de datas, o verbo poderá ficar no singular ou no plural.
É 1º de outubro. = É dia 1º de outubro ou É o primeiro dia de outubro.
É 15 de setembro = É dia quinze de setembro.
São 15 de setembro = São quinze dias de setembro.
O verbo Haver:
O verbo haver é impessoal, no sentido de existir, acontecer ou indicando tempo decorrido; por isso fica na 3ª pessoa do singular - caso esteja acompanhado de um verbo auxiliar, formando uma locução verbal, ambos ficarão no singular. Nos outros sentidos, concorda com o sujeito.
Havia dois meses, nós estávamos à sua procura.
Poderá haver confrontos entre os policiais e os grevistas.
Os alunos haviam ficado revoltados.
Haja vista:
Com a prep. a: haver no singular; vista invariável:
Haja vista ao exemplo dado.
Haja vista aos exemplos dados.
Sem a prep. a: haver no singular ou concorda com o substantivo; vista invariável:
Haja vista o exemplo dado.
Haja vista os exemplos dados.
Hajam vista os exemplos dados.
O verbo Fazer:
O verbo fazer é impessoal, indicando tempo decorrido e fenômeno natural; por isso fica na 3ª pessoa do singular - caso esteja acompanhado de um verbo auxiliar, formando uma locução verbal, ambos ficarão no singular. Nos outros sentidos, concorda com o sujeito.
Faz três meses que não o vejo.
Faz 35º no verão, em Londrina.
Deve fazer cinco anos que ele faleceu.
Outros verbos impessoais:
Os outros verbos impessoais, que também ficam na terceira pessoa do singular, são os seguintes:
Fenômenos da natureza:
Chove há três dias sem parar.
Choveram pedras. Nesse caso, o verbo não é impessoal, pois o sujeito está claro.
Passar de, indicando horas:
Já passa das 11h30.
Já passava das oito horas, quando ela chegou.
Chegar de e bastar de, no imperativo:
Chega de firulas! Vamos ao assunto.
Basta de conversas, meninos!
Os verbos Dar, Bater e Soar:
Concordam com o sujeito, que pode ser:
O relógio, a torre, o sino...
O relógio deu quatro horas.
O sino soou cinco horas.
As horas:
O numeral que marca as horas funcionará como sujeito, quando o relógio, a torre, o sino funcionarem como adjunto adverbial de lugar - com a prep. em, ou quando eles não aparecerem na oração.
No relógio, deram quatro horas.
No sino, soaram cinco horas.
Bateram sete horas.
O verbo Parecer + infinitivo:
Quando o verbo parecer surgir antes de outro verbo no infinitivo, duas ocorrências pode haver:
Locução verbal:
Pode ocorrer a formação de uma locução verbal. Nesse caso, o verbo parecer concordará com o sujeito, e o verbo no infinitivo ficará invariável.
As meninas parecem estar nervosas.
Os alunos parecem estudar deveras.
Período composto:
Pode ocorrer a formação de um período composto, com o verbo parecer na oração principal, invariável, e o verbo no infinitivo, formando oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo, concordando com o sujeito.
As meninas parece estarem nervosas.
Os alunos parece estudarem deveras.
Nesses dois casos, se desenvolvermos as orações, haverá o seguinte:
Parece as meninas estarem nervosas; frase que proveio de Parece que as meninas estão nervosas.
Parece os alunos estudarem deveras; frase que proveio de Parece que os alunos estudam deveras.
</ul>
<font color="#0000FF"><b>07) A Partícula Apassivadora: </b></font>
<br><br>
O verbo na voz passiva sintética, construída com o pronome <b>se</b>, concorda normalmente com
o sujeito. A maneira mais fácil de se comprovar que a oração está na voz passiva sintética é passando-a para a voz passiva analítica: <b>Alugam-se casas</b> muda para <b>Casas são alugadas</b>. Sempre que for possível essa transformação, o <b>se</b> será chamado de Partícula Apassivadora.
<br><br>
Ex.
<ul>
<li> Entregam-se encomendas. = Encomendas são entregues por alguém.
<li> Ouviram-se muitas histórias. = Muitas histórias foram ouvidas.
<li> Sabe-se que ele não virá. = Que ele não virá é sabido.
</ul>
<font color="#0000FF"><b>08) O Índice de Indeterminação do Sujeito: </b></font>
<br><br>
O pronome <b>se</b>, sendo índice de indeterminação do sujeito, deixa o verbo na terceira pessoa
do singular; haverá <b>IIS</b> quando surgir na oração um dos seguintes verbos:<br><br>
VI, sem sujeito claro;<br>
VTI, com OI;<br>
VL, com PS;<br>
VTD, com ODPrep.<br><br>
Ex.
<ul>
<li> Morre-se de fome no Brasil.
<li> Assiste-se a filmes interessantes.
<li> Aqui se está satisfeito.
<li> Respeita-se a Robertoldo.
</ul>
</font>
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