Gramática On-line | Por Prof. Dílson Catarino

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Ultima atualização: 14 NOV 2013

/ GRAMÁTICA

Sujeito determinado / indeterminado

Para se analisar sintaticamente qualquer oração, deve-se começar, perguntando ao verbo 

 

Quem pratica a ação? ou Quem sofre a ação? ou ainda Quem possui a qualidade?

 

A resposta a essas perguntas indica que termo exerce a função sintática de sujeito do verbo.

 

São os seguintes os tipos de sujeito:

 


Sujeito Simples:

 

É aquele que possui apenas um núcleo, que será representado por substantivo, pronome substantivo ou qualquer palavra substantivada. Núcleo é a palavra que, dentre todas as que surgem na função sintática, realmente exerce a função.

 


- Os homens destroem a natureza.

 

Quem destrói a natureza?    Resp.: Os homens. Núcleo = homens. Sujeito Simples.

 

Obs: Todas as palavras que surgirem antes do núcleo de qualquer função sintática exercem a função de adjunto adnominal (aa). Portanto, no exemplo citado, o artigo os funciona como adjunto adnominal.

 


- O vento soprava muito forte naquela tarde.

 

Que soprava muito forte? Resp.: O vento. Núcleo = vento. Sujeito Simples.

 

Obs: O sujeito dessa frase não é inexistente, como à primeira vista possa parecer, já que há o núcleo vento, mesmo que este seja um fenômeno da natureza. Haverá sujeito inexistente quanto o verbo for o representativo do fenômeno da natureza, como na frase seguinte:

 

- Ventava muito forte naquela tarde.

 

Nessa frase, não há sujeito, uma vez que o próprio verbo indica o fenômeno.

 


Sujeito Composto:

 

É aquele que possui dois ou mais núcleos, que são, quase sempre, ligados pela conjunção e, pela conjunção ou, pela preposição com ou pelos conectivos correlatos assim ... como / não só ... mas também / tanto ... como / tanto ... quanto, nem ... nem.

 


- Tanto os cientistas quanto os religiosos estão temerosos.

 

Quem está temeroso? Resp.: Tanto os cientistas quanto os religiosos. Núcleos = cientistas e religiosos. Sujeito Composto. Os artigos os e os são adjuntos adnominais.

 


Sujeito Oculto:

 

Haverá sujeito oculto, em três circunstâncias:

 

A) Quando, ao se perguntar ao verbo quem é o sujeito, se obtiver como resposta um destes pronomes: eu, tu, ele, ela, você, nós ou vós, sem surgir escrito na oração. O sujeito oculto também pode ser chamado de sujeito elíptico, sujeito desinencial ou sujeito subentendido.

 


- Estudaremos a matéria toda.

 

Quem estudará? Resp.: Nós. Como o pronome não surge na oração há sujeito oculto.

 


B) Quando o verbo estiver no Imperativo, ou seja, quando o verbo indicar ordem, pedido, apelo ou conselho, com exceção de Chega de e Basta de. Esses dois verbos participam de orações sem sujeito.

 


- Estudem, meninos!

 

O verbo está no Imperativo, pois indica conselho. Portanto o sujeito é oculto. O termo meninos se denomina vocativo.

 


- Basta de baderna, meninos! Nesse caso, não há sujeito.

 


C) Quando não surgir o sujeito escrito na oração, porém estiver claro no contexto.

 


- Os governadores chegaram a Brasília ontem à noite. Terão um encontro com o presidente.

Quem chegou a Brasília? Resp.: Os governadores. Núcleo = governadores. Sujeito Simples.

Quem terá um encontro? Resp.: Não surge o sujeito escrito na oração, porém, na oração anterior, aparece, com clareza, quem é o sujeito = os governadores, portanto o sujeito  de ter é oculto.

 


 

Sujeito Indeterminado:

 

Haverá sujeito indeterminado, quando se perguntar ao verbo quem é o sujeito e se obtiver como resposta o pronome eles, sem surgir escrito na oração nem claramente em oração anterior.


- Deixaram uma bomba na casa do deputado.

 

Quem deixou uma bomba? Resp.: Eles. Não surge o sujeito escrito na oração, nem aparece, com clareza, anteriormente, quem é o sujeito. O sujeito, portanto, é indeterminado.

 


Haverá sujeito indeterminado também quando houver a presença do pronome seíndice de indeterminação do sujeito, que surge junto de verbo transitivo direto com objeto direto preposicionado, de verbo transitivo indireto com objeto indireto, de verbo de ligação com predicativo do sujeito ou de verbo intransitivo sem sujeito claro. Por exemplo:

 

- Ama-se a Deus. (Verbo transitivo direto com objeto direto preposicionado)

- Acredita-se em Deus. (Verbo transitivo indireto com objeto indireto)

- Aqui se é feliz. (Verbo de ligação com predicativo do sujeito)

- Morre-se de câncer ainda. (Verbo intransitivo sem sujeito claro) 

 


 

Oração Subordinada Substantiva Subjetiva:

 

É a oração que exerce a função de sujeito.

 


- É necessário que todos estudem.

 

Que é necessário? Resp.: Que todos estudem = Or. Sub. Subst. Subjetiva.

 


Quando a oração subordinada substantiva subjetiva não se iniciar pela conjunção integrante que, nem pela conjunção integrante se, e o verbo estiver no infinitivo, no gerúndio ou no particípio, a oração se denominará oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo, ou de gerúndio ou de particípio.

 


- É preciso estudar mais.

 

Que é preciso? Resp.: Estudar mais = oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo.

 


Sujeito Acusativo:

 

Será sujeito acusativo o sujeito de um verbo no infinitivo ou no gerúndio, de uma oração que funcione como objeto direto, quando o verbo da oração principal for fazer, mandar, ver, deixar, sentir ou ouvir.


- Fizeram a garota se retirar.

 

Quem fez? Resp.: Eles. Não surge o sujeito escrito na oração, nem aparece, com clareza, anteriormente, quem é o sujeito. O sujeito do verbo fazer é, portanto, indeterminado.

 

O verbo fazer é verbo transitivo direto (Quem faz, faz algo) e tem como objeto direto toda a oração a garota se retirar, pois isso é que foi feito, e não a garota foi feita, como pode, à primeira vista, parecer. A oração que funciona como objeto direto chama-se oração subordinada substantiva objetiva direta.

 

O verbo da oração subordinada substantiva objetiva direta está no infinitivo (retirar-se) e tem como sujeito o substantivo garota, pois ela que se retirou. O substantivo garota, portanto, é sujeito acusativo.

 

O sujeito acusativo poderá ser representado por um substantivo ou por um destes pronome s oblíquos átonos: me, te, se, o, a, nos, vos, os, as.

 

Quando o sujeito acusativo for um substantivo plural, o verbo no infinitivo tanto poderá se flexionar quanto não se flexionar. Em todos os outros casos, o verbo ficará no singular.

 

Vi as garotas cantar ou Vi as garotas cantarem. O substantivo garotas é sujeito acusativo. 

Vi-as cantar. O pronome as é sujeito acusativo. 

Deixei os alunos entrar atrasados  ou Deixei os alunos entrarem atrasados. O substantivo alunos é sujeito acusativo.

Deixei-os entrar atrasados. O pronome os é sujeito acusativo

 

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