Para se analisar sintaticamente qualquer oração, deve-se começar, perguntando ao verbo
Quem pratica a ação? ou Quem sofre a ação? ou ainda Quem possui a qualidade? A resposta a essas perguntas denominamos de sujeito.
São os seguintes os tipos de sujeito:
Sujeito Simples:
É aquele que possui apenas um núcleo. O núcleo do sujeito será representado por substantivo, pronome substantivo ou qualquer palavra substantivada. Núcleo é a palavra que, dentre todas as que surgem na função sintática, realmente exerce a função.
Os homens destroem a natureza.
Quem destrói a natureza? Resp.: Os homens. Núcleo = homens. Sujeito Simples.
Obs: Todas as palavras que surgirem antes do núcleo de qualquer função sintática chamam-se adjunto adnominal (aa). Portanto, no exemplo citado, o artigo os funciona como adjunto adnominal.
O vento soprava muito forte naquela tarde.
Que soprava muito forte? Resp.: O vento. Núcleo = vento. Sujeito Simples.
Obs: O sujeito dessa frase não é inexistente, como à primeira vista possa parecer, já que há o núcleo vento, mesmo que este seja um fenômeno da natureza. Haverá sujeito inexistente quanto o verbo for o representativo do fenômeno da natureza, como na frase seguinte:
Ventava muito forte naquela tarde.
Nessa frase, não há sujeito, uma vez que o próprio verbo indica o fenômeno.
Sujeito Composto:
É aquele que possui dois ou mais núcleos. Os núcleos do sujeito composto são, quase sempre, ligados pela conjunção e, pela conjunção ou, pela preposição com ou pelos conectivos correlatos assim ... como / não só ... mas também / tanto ... como / tanto ... quanto, nem ... nem.
Tanto os cientistas quanto os religiosos estão temerosos.
Quem está temeroso? Resp.: Tanto os cientistas quanto os religiosos. Núcleos = cientistas e religiosos. Sujeito Composto. Os artigos os e os são adjuntos adnominais.
Sujeito Oculto:
Haverá sujeito oculto, em três circunstâncias:
A) Quando perguntarmos ao verbo quem é o sujeito e obtivermos como resposta os pronomes eu, tu, ele, ela, você, nós ou vós, sem surgirem escritos na oração. O sujeito oculto também pode ser chamado de sujeito elíptico, sujeito desinencial ou sujeito subentendido.
Estudaremos a matéria toda.
Quem estudará? Resp.: Nós. Como o pronome não surge na oração há sujeito oculto.
B) Quando o verbo estiver no Imperativo, ou seja, quando o verbo indicar ordem, pedido, apelo ou conselho, com exceção de Chega de e Basta de. Esses dois verbos participam de orações sem sujeito.
Estudem, meninos!
O verbo está no Imperativo, pois indica conselho. Portanto o sujeito é oculto. O termo meninos se denomina vocativo.
Basta de baderna, meninos! Nesse caso, não há sujeito.
C) Quando não surgir o sujeito escrito na oração, porém estiver claro no contexto.
Os governadores chegaram a Brasília ontem à noite. Terão um encontro com o presidente.
Quem chegou a Brasília? Resp.: Os governadores. Núcleo = governadores. Sujeito Simples.
Quem terá um encontro? Resp.: Não surge o sujeito escrito na oração, porém na oração anterior aparece, com clareza, quem é o sujeito = os governadores, portanto o sujeito é oculto.
Sujeito Indeterminado:
Haverá sujeito indeterminado, quando se perguntar ao verbo quem é o sujeito e se obtiver como resposta o pronome eles, sem surgir escrito na oração, nem aparecer claramente quem são eles anteriormente.
Deixaram um bomba na casa do deputado.
Quem deixou uma bomba? Resp.: Eles. Não surge o sujeito escrito na oração, nem aparece, com clareza, anteriormente, quem é o sujeito. O sujeito, portanto, é indeterminado.
Haverá sujeito indeterminado também quando houver a presença do pronome se, índice de indeterminação do sujeito, que surge junto de verbo transitivo direto com objeto direto preposicionado, de verbo transitivo indireto com objeto indireto, de verbo de ligação com predicativo do sujeito ou de verbo intransitivo sem sujeito claro. Por exemplo:
Ama-se a Deus. (Verbo transitivo direto com objeto direto preposicionado)
Acredita-se em Deus. (Verbo transitivo indireto com objeto indireto)
Aqui se é feliz. (Verbo de ligação com predicativo do sujeito)
Morre-se de câncer ainda. (Verbo intransitivo sem sujeito claro)
Oração Subordinada Substantiva Subjetiva:
É a oração que exerce a função de sujeito.
É necessário que todos estudem.
Que é necessário? Resp.: Que todos estudem = Or. Sub. Subst. Subjetiva.
Quando a oração subordinada substantiva subjetiva não se iniciar pela conjunção integrante que, nem pela conjunção integrante se, e o verbo estiver no infinitivo, no gerúndio ou no particípio, a oração se denominará oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo, de gerúndio ou de particípio.
É preciso estudar mais.
Que é preciso? Resp.: Estudar mais = oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo.
Sujeito Acusativo:
Será sujeito acusativo o sujeito de um verbo no infinitivo ou no gerúndio, de uma oração que funcione como objeto direto, quando o verbo da oração principal for fazer, mandar, ver, deixar, sentir ou ouvir.
Fizeram a garota se retirar.
Quem fez? Resp.: Eles. Não surge o sujeito escrito na oração, nem aparece, com clareza, anteriormente, quem é o sujeito. O sujeito é, portanto, indeterminado.
O verbo fazer é verbo transitivo direto (Quem faz, faz algo) e tem como objeto direto toda a oração a garota se retirar, pois isso é que foi feito, e não a garota foi feita, como pode, à primeira vista, parecer. A oração que funciona como objeto direto chama-se oração subordinada substantiva objetiva direta.
O verbo da oração subordinada substantiva objetiva direta está no infinitivo (retirar-se) e tem como sujeito o substantivo garota. Portanto, garota é sujeito acusativo.
O sujeito acusativo poderá ser representado por um substantivo ou por um pronome oblíquo átono (me, te, se, o, a, nos, vos, os, as)
Quando o sujeito acusativo for um substantivo plural, o verbo no infinitivo tanto poderá ficar no singular, quanto no plural. Em todos os outros casos, o verbo ficará no singular.
Vi as garotas cantar / cantarem. As garotas = sujeito acusativo.
Vi-as cantar. as = sujeito acusativo.
Deixei-os entrar atrasados. os = sujeito acusativo