VTD ou VTI, com a prep. a:
Assistir:
Pode ser VTD ou VTI, com a prep. a, quando significar ajudar, prestar assistência.
Minha família sempre assistiu o Lar dos Velhinhos.
Minha família sempre assistiu ao Lar dos Velhinhos.
Chamar:
Pode ser VTD ou VTI, com a prep. a, quando significar dar qualidade. A qualidade pode vir precedida da prep. de, ou não.
Chamaram-no irresponsável.
Chamaram-no de irresponsável.
Chamaram-lhe irresponsável.
Chamaram-lhe de irresponsável.
Atender:
Pode ser VTD ou VTI, com a prep. a.
Atenderam o meu pedido prontamente.
Atenderam ao meu pedido prontamente.
Anteceder:
Pode ser VTD ou VTI, com a prep. a.
A velhice antecede a morte.
A velhice antecede à morte.
Presidir:
Pode ser VTD ou VTI, com a prep. a.
Presidir o país.
Presidir ao país.
Renunciar:
Pode ser VTD ou VTI, com a prep. a.
Nunca renuncie seus sonhos.
Nunca renuncie a seus sonhos.
Satisfazer:
Pode ser VTD ou VTI, com a prep. a.
Não satisfaça todos os seus desejos.
Não satisfaça a todos os seus desejos.
VTD ou VTI, com a prep. de
Precisar e necessitar:
Podem ser VTD ou VTI, com a prep. de.
Precisamos pessoas honestas.
Precisamos de pessoas honestas.
No Brasil, porém, o uso da preposição difundiu-se como se fosse obrigatório. Ninguém - a não ser professores de Português em aulas de Regência Verbal - fala Precisamos pessoas honestas. Pode-se dizer, portanto, que, no Brasil, precisar e necessitar são usados como transitivos indiretos.
Se, porém, à sua frente, houver outra oração ou outro verbo no infinitivo, o mais comum é não usar a preposição:
Precisamos encontrar pessoas honestas.
Abdicar:
Pode ser VTD ou VTI, com a prep. de, e também VI.
O Imperador abdicou o trono.
O Imperador abdicou do trono.
O Imperador abdicou.
Gozar:
Pode ser VTD ou VTI, com a prep. de.
Ele não goza sua melhor forma física.
Ele não goza de sua melhor forma física.
VTD ou VTI, com a prep. em
Acreditar e crer:
Podem ser VTD ou VTI, com a prep. em.
Nunca cri pessoas que falam muito de si próprias.
Nunca cri em pessoas que falam muito de si próprias.
No Brasil, porém, o uso da preposição difundiu-se como se fosse obrigatório. Ninguém - a não ser professores de Português em aulas de Regência Verbal - fala Nunca cri pessoas que falam muito de si próprias. Pode-se dizer, portanto, que, no Brasil, crer e acreditar são usados como transitivos indiretos.
Se, porém, à sua frente, houver outra oração ou outro verbo no infinitivo, o mais comum é não usar a preposição:
Nunca cri que pessoas que falam muito de si próprias são verdadeiras.
Atentar:
Pode ser VTD ou VTI, com a prep. em, para ou por.
Em suas redações atente a ortografia.
Deram-se bem os que atentaram nisso.
Não atentes para os elementos supérfluos.
Atente por si, enquanto é tempo.
Cogitar:
Pode ser VTD ou VTI, com a prep. em ou de.
Começou a cogitar uma viagem pelo litoral brasileiro.
Hei de cogitar no caso.
O diretor cogitou de demitir-se.
Consentir:
Pode se VTD ou VTI, com a prep. em.
Como o pai desse garoto consente tantos agravos?
Consentimos em que saíssem mais cedo.
VTD ou VTI, com a prep. por
Ansiar:
Pode ser VTD ou VTI, com a prep. por.
Ansiamos dias melhores.
Ansiamos por dias melhores.
Almejar:
Pode ser VTD ou VTI, com a prep. por, ou VTDI, com a prep. a.
Almejamos dias melhores.
Almejamos por dias melhores.
Almejamos dias melhores ao nosso país.
VI ou VTI, com a prep. a
Faltar, Bastar e Restar:
Podem ser VI ou VTI, com a prep. a.
Muitos alunos faltaram hoje.
Três homens faltaram ao trabalho hoje.
Resta aos vestibulandos estudar bastante.
Na última frase apresentada não há erro algum, como à primeira vista possa parecer. A tendência é de o aluno concordar o verbo estudar com a palavra vestibulandos, construindo a oração assim: Resta os vestibulandos estudarem. Porém essa construção é inadequada, pois o verbo é transitivo indireto, portanto resta a alguém. Então vestibulandos funciona como objeto indireto e não como sujeito. Nenhum verbo concorda com o objeto indireto.
Quando houver, na oração, um verbo transitivo indireto, com a prep. a, seguido de um substantivo feminino, que exija o artigo a, ocorrerá o fenômeno denominado crase, que deve ser caracterizado pelo acento grave (à ou às).
Assisti à peça das meninas do terceiro colegial.
VI ou VTD
Pisar:
Pode ser VI ou VTD. Quando for VI, admitirá a prep. em, iniciando Adjunto Adverbial de Lugar.
Pisei a grama para poder entrar em casa.
Não pise no tapete, menino!