Também chamados de transitivos diretos e indiretos. São os verbos que possuem os dois complementos - objeto direto e objeto indireto.
Chamar:
Será VTDI, com a prep. a, quando significar repreender.
Chamei os meninos à atenção, pois estavam conversando durante a aula.
Chamei-o à atenção.
Obs.: A expressão Chamar a atenção de alguém não significa repreender, e sim fazer ser notado. Por exemplo:
O cartaz chamava a atenção de todos que por ali passavam.
Implicar:
Será VTDI, com a prep. em, quando significar envolver alguém em algo.
Implicaram o advogado em negócios ilícitos.
Custar:
Será VTDI, com a prep. a, quando significar causar trabalho, transtorno.
Sua irresponsabilidade custou sofrimento a toda a família.
Agradecer, Pagar e Perdoar:
São VTDI, com a prep. a. O objeto direto sempre será a coisa, e o objeto indireto, a pessoa.
Agradeci a ela o convite.
Paguei a conta ao Banco.
Perdoo os erros ao amigo.
Pedir:
É VTDI, com a prep. a. A frase deve ser sintaticamente estruturada assim: Quem pede, pede algo a/para alguém ou Quem pede, pede que alguém faça algo. É inadequado ao padrão culto da língua dizer "Pedir para que alguém faça algo".
Pedimos a todos que trouxessem os livros.
Pedimos que todos trouxessem os livros.
Preferir:
É VTDI, com a prep. a. Não admite ênfase, como mais, muito mais, mil vezes.
Prefiro estar só a ficar mal-acompanhado.
Avisar, advertir, certificar, cientificar, comunicar, informar, lembrar, noticiar, notificar, prevenir:
São VTDI, admitindo duas construções:
Quem informa, informa algo a alguém / Quem informa, informa alguém de algo.
Advertimos aos usuários que não nos responsabilizamos por furtos ou roubos.
Advertimos os usuários de que não nos responsabilizamos por furtos ou roubos.
Quando houver um verbo transitivo direto e indireto, com a prep. a, seguido de um substantivo feminino, que exija o artigo a, ocorrerá o fenômeno denominado crase, que deve ser caracterizado pelo acento grave (à ou às).
Advertimos às alunas que não poderiam usar a sala fora do horário de aula.