Gramática On-line | Por Prof. Dílson Catarino

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Ultima atualização: 14 NOV 2013

/ GRAMÁTICA

Infinitivo flexionado e não flexionado

O infinitivo é forma nominal do verbo e pode apresentar-se flexionado e não flexionado.

 

O estudo do infinitivo na Língua Portuguesa é bastante complexo, já que, em alguns casos, ele deve ser flexionado, em outros, ele pode ser flexionado, e em outros ainda ele não se flexiona.

Será denominado flexionado quando possuir desinência verbal, que são as seguintes:

-es, para a segunda pessoa do singular (tu),

-mos, para a primeira pessoa do plural (nós),

-des, para a segunda pessoa do plural (vós)

-em, para a terceira pessoa do plural (eles, elas).

A primeira pessoa do singular (eu) e a terceira pessoa do singular (ele, ela) são representadas pelo infinitivo não flexionado.

Era para eu cantar
Era para tu cantares
Era para ele cantar
Era para nós cantarmos
Era para vós cantardes
Era para eles cantarem

O infinitivo flexionado, nas conjugações dos verbos regulares, é idêntico ao futuro simples do subjuntivo. Este (o futuro do subjuntivo) participa de orações iniciadas comumente pela conjunção se ou pela conjunção quando ou ainda por expressões como assim que..., sempre que..., indicando hipótese condicional ou temporal; aquele (o infinitivo), de orações iniciadas comumente por preposição (a, de, para, por...), indicando significado declarativo. Por exemplo:

 

Infinitivo:

 

Era para eles chegarem mais cedo.
Ao nos aproximarmos da casa, percebemos que havia problemas.
Eles se preocuparam por não saberem o que estava acontecendo.

 

Futuro do subjuntivo:

 

Se eles chegarem mais cedo, participarão da abertura do evento.
Quando nos aproximarmos da casa, saiam correndo.
Sempre que falarem com ele, tomem muito cuidado com o que irão dizer.

 


Infinitivo Flexionado

 


Usa-se o infinitivo flexionado nos seguintes casos:

 


Quando o sujeito for claro, ou seja, quando surgir um pronome ou um substantivo escrito na mesma oração do verbo, funcionando como sujeito dele, o uso do infinitivo flexionado será obrigatório:

 

- Não é necessário vocês chegarem mais cedo. (O sujeito do verbo chegar está claro: vocês; por isso o verbo fica no plural, concordando com o sujeito).

- Não mediremos esforços para vós serdes bem atendidos. O sujeito de ser está claro: vós; por isso o verbo fica na segunda pessoa do plural, concordando com o sujeito.

 


Obs.: Mesmo não sendo claro o sujeito, pode-se flexionar o infinitivo: (Observe que a flexão deixa a frase mais elegante. Em alguns casos, se não houver a flexão, ocorrerá ambiguidade)

 

- Não é necessário chegarem mais cedo. (O sujeito não está escrito na oração, mas torna-se claro que a ação é direcionada a mais de um elemento: vocês.

- Está na hora de começarmos o trabalho. (Se não houver a flexão ocorrerá ambiguidade:

- Está na hora de começar o trabalho. Quem? eu, você, ele, nós?)

 


Quando o sujeito do verbo no infinitivo for diferente do sujeito do verbo da outra oração, flexiona-se o infinitivo.

 

- Meninos, vejo estarem atrasados mais uma vez. O sujeito do infinitivo estar (vocês), é diferente do sujeito do verbo da outra oração: eu vejo.

- Falei a eles sobre a vontade de deixarmos o time. O sujeito do infinitivo deixar (nós), é diferente do sujeito do verbo da outra oração: eu falei.

 


Obs.1: Se o sujeito do verbo no infinitivo for o mesmo do verbo da outra oração, a flexão do infinitivo não é necessária. Não é, porém, proibida.

 

- Reunir-nos-emos com eles para apresentar os problemas da empresa.
- Reunir-nos-emos com eles para apresentarmos os problemas da empresa.

O sujeito de ambos os verbos (reunir e apresentar) é o mesmo: nós.

 

- Os escoteiros chamaram os chefes para apresentar o relatório.
- Os escoteiros chamaram os chefes para apresentarem o relatório.

O sujeito de ambos os verbos (chamar e apresentar) é o mesmo: os escoteiros.

 


Obs.2: Quando o infinitivo estiver depois da preposição a, é o caso mais polêmico, pois há gramáticos que admitem a flexão do infinitivo e há gramáticos que não a admitem. O mais recomendável é aceitar ambos os casos, ou seja, quando o infinitivo estiver depois da preposição a, pode-se usar tanto o infinitivo flexionado, quanto o não flexionado.

 

- O rapaz ajudava as garotas a superar suas dificuldades em Matemática.
- O rapaz ajudava as garotas a superarem suas dificuldades em Matemática.

 

A única exceção ocorre quando a oração estiver na voz passiva (com sujeito sofrendo a ação verbal): nesse caso, o infinitivo será flexionado obrigatoriamente:

 

- Essas são as tarefas a serem feitas. (A oração está na voz passiva, pois o sujeito tarefas sofre a ação de fazer).

 


Infinitivo não flexionado

 


Usa-se o infinitivo não flexionado nos seguintes casos:

 


Como verbo principal de locução verbal, usa-se o infinitivo não flexionado:

 

- Os alunos podem sair mais cedo hoje. (O verbo sair é o principal da locução verbal podem sair).- Eles não podem fazer isso! (O verbo fazer é o principal da locução verbal podem fazer).

 


Sujeito acusativo:

Quando o verbo da oração principal for causativo (fazer, mandar, deixar...) ou sensitivo (ver,  sentir, ouvir...) e o complemento desse verbo for uma oração cujo verbo esteja no infinitivo ou no gerúndio, chamamos o sujeito do infinitivo ou do gerúndio de sujeito acusativo.

Se o sujeito acusativo for um pronome oblíquo átono (me, te, se, o, a, nos, vos, os, as) ou um substantivo singular, usa-se o infinitivo não flexionado:

 

- Mandei o garoto sair de lá.
- Mandei-o sair de lá.
- Mandei-os sair de lá.
- Mandaram-nos sair de lá.

 


Obs.: Se o sujeito acusativo for um substantivo plural, pode-se usar tanto o infinitivo flexionado quanto o infinitivo não flexionado:

 

- Mandei os garotos sair.
- Mandei os garotos saírem.

 


Quando o infinitivo não se referir a sujeito algum, será não flexionado:

 

- Navegar é preciso, viver não é preciso.

 


Quando, após adjetivo, preceder o infinitivo de preposição, será não flexionado:

 

- São casos difíceis de solucionar. (Depois do adjetivo difíceis há a preposição de; o verbo solucionar, que está no infinitivo, não pode ser flexionado).

 


Quando der ao infinitivo valor de imperativo (ordem, pedido, conselho, apelo), ele será não flexionado:

 

- Soldados, recuar!

 


Formas rizotônicas e arrizotônicas.

 


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