Gramática On-line | Por Prof. Dílson Catarino

373 textos cadastrados no site da Gramática On-line

Anuncios Google
Gramatica

Encontre o que procura no Buscapé!

Pesquise preços de Gramatica

www.BuscaPe.com.br

Gramatica

Encontre o que procura no Buscapé!

Pesquise preços de Gramatica

www.BuscaPe.com.br

Gramatica

Encontre o que procura no Buscapé!

Pesquise preços de Gramatica

www.BuscaPe.com.br

Gramatica

Encontre o que procura no Buscapé!

Pesquise preços de Gramatica

www.BuscaPe.com.br

Ultima atualização: 18 DEZ 2013

/ O COTIDIANO DA LÍNGUA

Sujeito oculto x Sujeito indeterminado

Esses dois tipos de sujeito podem confundir o estudante, pois em alguns casos são bastante parecidos. Antes de analisarmos o que causa a confusão e como esses sujeitos se comportam em uma oração, o estudante tem de saber como encontrar o sujeito de uma oração. Faz-se o seguinte:

1- Encontra-se o verbo – ou a locução verbal – da oração;

2- Pergunta-se ao verbo – ou à locução verbal – quem é o sujeito por meio da seguinte frase: Que(m) é que ............? Nos pontilhados, coloca-se o verbo – ou a locução verbal – da oração. Por exemplo:

 

- A ganância predomina nas relações interpessoais.

 

Para se encontrar o sujeito, pergunta-se ao verbo Que é que predomina?

Resposta: A ganância.

O sujeito é classificado como simples, pois aparece escrito na oração.

 

Vejamos, agora, como os sujeitos oculto e indeterminado se comportam em uma oração:

 

Sujeito oculto

 

O sujeito se classificará como oculto em três ocasiões:

 

1- Quando o sujeito for um destes pronomes: eu, tu, ele, ela, você, nós ou vós, não surgindo na oração. Por exemplo:

 

Gosto de estudar. (Sujeito oculto: eu)

Aplicaremos os exames excepcionalmente em outubro. (Sujeito oculto: nós)

 

2- Quando o sujeito não aparecer escrito na oração do verbo em questão, mas surgir claramente em oração anterior. Por exemplo:

 

Você sempre diz que é sincero. Parece-me, no entanto, que mentiu para todos nós.

 

Nessa última frase, há quatro verbos: dizer, ser, parecer e mentir. Dois deles têm sujeito oculto: ser e mentir. Vejamos:

 

O sujeito do verbo dizer é simples, pois aparece escrito na oração em que o verbo dizer está: você.

O sujeito do verbo ser é oculto, pois não aparece escrito na oração em que o verbo ser está (que é sincero), mas surge claramente na oração anterior: Você sempre diz que você é sincero.

O sujeito de parecer é a oração que mentiu para todos nós: O que é que parece? Resposta: que mentiu para todos nós.

O sujeito de mentir é novamente oculto, pois não aparece escrito na oração em que o verbo mentir está (que mentiu para todos nós), mas surge claramente em oração anterior: Parece-me que você mentiu para todos nós.

 

3- Quando o verbo estiver no modo imperativo, que é o modo que indica ordem, pedido, conselho, apelo. Há duas exceções: os verbos bastar e chegar, acompanhados da preposição de, são impessoais, ou seja, não têm sujeito; por isso devem ser conjugados na terceira pessoa do singular.

 

- Rapazes, chega de conversa. (Verbo impessoal; oração sem sujeito)

- Meninas, basta de fofocas. (Verbo impessoal; oração sem sujeito)

 

Todos os outros verbos no imperativo têm sujeito oculto: tu, você, nós, vós e vocês.

 

- Rapaz, estuda! (Sujeito oculto: tu)

- Rapaz, estude! (Sujeito oculto: você)

- Rapazes, estudemos! (Sujeito oculto: nós)

- Rapazes, estudai! (Sujeito oculto: vós)

- Rapazes, estudem! (Sujeito oculto: vocês)

 

Estude a formação do modo imperativo, clicando aqui.

 

Sujeito indeterminado

 

O sujeito se classificará como indeterminado em duas ocasiões:

 

1- Quando o verbo estiver na terceira pessoa do plural, nos modos indicativo ou subjuntivo (se estiver no imperativo, o sujeito será oculto, vocês), sem aparecer o sujeito escrito na oração nem em orações anteriores. Por exemplo:

 

- Instalaram vários sinaleiros em Londrina, nas últimas semanas. (Sujeito indeterminado, pois não está claro quem instalou os sinaleiros)

 

- Deixaram um pacote para você na recepção. (Sujeito indeterminado, pois não está claro quem deixou o pacote)

 

2- Quando o verbo for acompanhado do pronome se, que será denominado de índice de indeterminação do sujeito, nas seguintes ocasiões:

 

a) Pronome se acompanhando verbo sem complemento algum (o verbo será denominado de verbo intransitivo):

 

- Morre-se de Aids, portanto cuide-se!

 

O pronome se é índice de indeterminação do sujeito, pois o verbo morrer não tem complemento: Quem morre, morre. O verbo morrer é, portanto, intransitivo. O sujeito é, então, indeterminado.

 

b) Pronome se acompanhando verbo com preposição.

 

- Precisa-se de coragem para enfrentar o mercado de trabalho hoje em dia!

 

O pronome se é índice de indeterminação do sujeito, pois o verbo precisar exige a preposição de: Quem precisa, precisa de algo. O verbo que exige preposição é denominado de verbo transitivo indireto. O sujeito é, então, indeterminado.

 

c) Pronome se acompanhando verbo que indica qualidade do sujeito (o verbo será denominado de verbo de ligação, e a qualidade, de predicativo do sujeito):

 

- Aqui se é feliz!

 

O pronome se é índice de indeterminação do sujeito, pois o verbo ser indica qualidade do sujeito: Alguém é feliz. O verbo ser é, portanto, verbo de ligação, e feliz, predicativo do sujeito. O sujeito é, então, indeterminado.

 

Obs.: Cuidado com o pronome se, pois há uma ocasião especialíssima em que ele será denominado de partícula apassivadora: quando ele acompanhar verbo com termo paciente, sem preposição, que será o sujeito da oração. Como o termo paciente é o sujeito do verbo, este deverá concordar com aquele. O verbo será denominado de transitivo direto. Veja um exemplo:

 

- No mundo contemporâneo, busca-se a riqueza, enquanto se deveriam buscar os valores.

 

O pronome se, em ambas as orações, é partícula apassivadora, pois acompanha verbo com termo paciente, sem preposição algumaQuem busca, busca algo (verbo transitivo direto). O termo paciente da primeira oração é a riqueza (a riqueza é buscada); o da segunda oração é os valores (os valores deveriam ser buscados). Como, na segunda oração, o sujeito está no plural, a locução verbal deveriam buscar também fica no plural.

 

-------------------

 

Observe, agora, este texto:

 

Duzentos anos de buscas foram necessários para que os portugueses chegassem ao ouro de sua América. Aos espanhóis não se apresentou o problema da procura e pesquisa dos metais preciosos. Assim que desembarcaram no México, na Colômbia ou no Peru, seus olhos mercantis foram ofuscados pelo ouro e prata que os homens da terra ostentavam nas suas armas, adornos e utensílios. Junto às suas civilizações, o gentio havia desenvolvido a exploração e o trabalho dos metais, para eles mais preciosos pelas suas serventias que pelo poder e valor que agregavam ao homem da Europa cristã, de alma lapidada pela cultura ocidental.

 

No trecho “Junto às suas civilizações, o gentio havia desenvolvido a exploração e o trabalho dos metais, para eles mais preciosos pelas suas serventias que pelo poder e valor que agregavam ao homem da Europa cristã, de alma lapidada pela cultura ocidental” há duas orações:

 

1ª- A oração em que há a locução verbal havia desenvolvido, cujo sujeito é simples, pois aparece escrito na oração: o gentio;

 

2ª- A oração em que há o verbo agregar, cujo sujeito é oculto, pois não aparece escrito na oração, mas surge claramente em oração anterior: os metais agregavam poder e valor ao homem da Europa cristã.


Siga o Gramática no Twitter