1) Usa-se o apóstrofo, facultativamente, para indicar contração ou aglutinação entre uma preposição e um elemento, quando este pertencer propriamente a um conjunto vocabular distinto:
- A leitura d'Os Lusíadas e d'Os Sertões leva a reflexões profundas.
- N'Os Lusíadas encontra-se a história do povo português.
- Troquei Crime e Castigo pel'Os Sertões.
Pode-se também escrever sem o apóstrofo, com a preposição íntegra:
- A leitura de Os Lusíadas e de Os Sertões leva a reflexões profundas.
- Em Os Lusíadas encontra-se a história do povo português.
- Troquei Crime e Castigo por Os Sertões.
Em combinações da preposição a com palavras pertencentes a conjuntos vocabulares imediatos não há o uso do apóstrofo:
- A importância atribuída a A Relíquia é exagerada.
- Quando me refiro a O Estado de S. Paulo falo do jornal, não do Estado propriamente dito.
A leitura, porém, deve ser feita como se houvesse a combinação gráfica: à, ao.
2) Usa-se o apóstrofo, facultativamente, para separar uma contração ou aglutinação vocabular, quando o elemento for forma pronominal aplicável a Deus, a Jesus, à mãe de Jesus, à Providência, etc. e se lhe quer dar realce com o uso de maiúscula:
- Não se discutem os milagres d'Ele.
- A fé n'Ele me alimenta o espírito.
- Confiemos n'Aquele que nos deu a vida.
- Está n'Ela a nossa esperança.
Em combinações com a preposição a não há o uso do apóstrofo:
- Rezemos a Aquela que nos protege.
- Obedeçamos a Aquele que nos deu a vida.
A leitura, porém, deve ser feita como se houvesse a combinação gráfica: àquele, àquela.
3) Emprega-se o apóstrofo, facultativamente, nas ligações das formas santo e santa, quando importa representar a eliminação das vogais finais o e a:
- Sant'Ana, Sant'Iago.
Pode-se escrever também sem o apóstrofo:
- Santa Ana, Santo Tiago.
Se tais ligações se tornarem perfeitas unidades mórficas, aglutinam-se os dois elementos:
- Ilhéu de Santana, Santana de Parnaíba, ilha de Santiago.