Gramática On-line | Por Prof. Dílson Catarino

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Ultima atualização: 16 ABR 2013

/ O COTIDIANO DA LÍNGUA

Cadê minha carteira?

Quem não fez esse tipo de pergunta alguma vez na vida? Duvido de que algum brasileiro nunca tenha pronunciado esta palavra: cadê. Pois é. Só há um problema: essa palavra não existe. Ela é uma invenção fonética brasileira,  tanto que o dicionário Priberam, de Portugal, a registra como "forma popular brasileira". É a junção do pronome interrogativo que, com o verbo ser, no presente do indicativo e com a preposição de - que é de.

Ditas rapidamente em conversas formais, transformam-se, erroneamente, em cadê ou quédê. O certo, portanto é utilizar que é de minha carteira? ou que é feito de minha carteira?

Claro está que brasileiro algum dirá frases como as que acabei de escrever. O ideal, então, seria usar o advérbio interrogativo onde, como fiz na pergunta "Onde está o erro da frase apresentada?":

Onde está minha carteira?.

O verbo ser pode surgir em outros tempos verbais também:

Que seria de nós, se não fosse você?

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