publicidade

Pesquisar no Site


Dica do professor Dilson Catarino

Verbos haver e fazer impessoais

Veja mais
A língua no dia a dia
Voltar

Promoção para todas as idades.

25/04/2014

 

 

Alguns estudantes se equivocam no entendimento da regra quanto ao uso do artigo posteriormente aos pronomes indefinidos todos e todas. Julgam que, sempre que se utilizarem esses pronomes, o artigo seja obrigatório. Não é bem assim. Deve-se usar o artigo somente quando o termo seguinte ao pronome o exigir. Se houver substantivo, haverá artigo; se houver pronome pessoal ou de tratamento, não o haverá. Por exemplo:

 

- Todos os alunos devem seguir as regras.

 

Há o uso do artigo pela utilização do substantivo “alunos”, que o exige: os alunosTodos os alunos.

 

- Todos eles devem seguir as regras.

 

Não há o uso do artigo porque o pronome pessoal “eles” não o exige: eles – Todos eles.

 

A frase apresentada, então, tem de ter o artigo porque há o substantivo “idades”, que o exige: as idadesTodas as idades.

 

E se o pronome estiver no singular – todo ou toda?         A regra é a mesma? Não! Quando houver o pronome todo ou toda, há de se analisar o sentido que se quer dar à frase. Se houver o sentido de totalidade e à frente do pronome surgir um substantivo que exija artigo, este tem de ser utilizado. Se houver sentido genérico, não se deve usá-lo mesmo que o substantivo posterior o exija. Por exemplo:

 

- Todo o país se alegrou com a vitória de Hélio Castroneves.

O sentido dessa frase é o de que o país inteiro se alegrou, por isso o uso do artigo: O país todo – Todo o país.

 

- Todo país deveria investir bastante em esporte.

O sentido dessa frase é o de que todos os países deveriam investir em esporte; tem, portanto, sentido genérico: Todos os países – Todo país.

 

Se, à frente do pronome, houver uma palavra que não exija artigo, mesmo que seja um substantivo, ele não deverá ser utilizado ainda que o sentido seja de totalidade. Por exemplo:

 

- Todo ele ficou ferido no acidente. = Ele inteiro ficou ferido.

Não se usou o artigo porque o pronome ele não o exige: Ele todo – Todo ele.

 

- Todo Portugal se alegrou com a vitória da sua Seleção. = Portugal inteiro se alegrou....

Não se usou o artigo porque o substantivo Portugal não o exige: Portugal todo – Todo Portugal.

 

Se fosse o substantivo Brasil, haveria o artigo:

 

- Todo o Brasil se alegrou com a vitória de sua Seleção. = O Brasil inteiro se alegrou...

O substantivo Brasil exige o uso do artigo: O Brasil todo – Todo o Brasil.

 

O leitor atento deve ter observado que, na frase em que usei Portugal, escrevi “da sua Seleção” e que na em que usei Brasil, “de sua Seleção”. Por quê? Porque, quando se usar um pronome possessivo [meu(s), minha(s), teu(s), tua(s), seu(s), sua(s), nosso(s), vosso(s)], se ele acompanhar substantivo, o artigo será facultativo. Caso não acompanhe substantivo algum, o artigo será obrigatório. Por exemplo:

 

- Não falei de (ou da) sua irmã, e sim da minha.

No primeiro uso de pronome possessivo (sua), o artigo é facultativo, pois o pronome acompanha o substantivo irmã. Já no segundo uso (minha), o artigo é obrigatório, pois o pronome não acompanha substantivo algum.

 

Deixando a Gramática um pouco de lado, quero compartilhar com você, caro leitor, uma notícia que me deixou deveras feliz: o Gramática On-line (www.gramaticaonline.com.br), site que criei em 1999 e que, desde então, o atualizo sozinho, sem assessor, sem secretária, sem ajudante, foi considerado o melhor site de Gramática do Brasil pelo maior portal do Enem: Infoenem (www.infoenem.com.br); e o meu blog (www.dilsoncatarino.blogspot.com), o segundo melhor blog de Gramática! É ou não é para ficar feliz?

 

© Gramática On-line • 1999 - 2017• Todos os direitos reservados ao autor. Proibida cópia total ou parcial dos conteúdos.