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Dica do professor Dilson Catarino

Eles visam ao cargo.

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Verbos com predicação oscilante

03/03/2014

 VTD ou VTI, com a prep. a:


Assistir:

Pode ser VTD ou VTI, com a prep. a, quando significar ajudar, prestar assistência.

 

- Minha família sempre assistiu o Lar dos Velhinhos.

- Minha família sempre assistiu ao Lar dos Velhinhos.

 


Chamar:

Pode ser VTD ou VTI, com a prep. a, quando significar dar qualidade. A qualidade pode vir precedida da prep. de, ou não.

 

- Chamaram o rapaz irresponsável.

- Chamaram o rapaz de irresponsável.

- Chamaram ao rapaz irresponsável.

- Chamaram ao rapaz de irresponsável.

 


Atender:

Pode ser VTD ou VTI, com a prep. a.

 

- Atenderam o meu pedido prontamente.

- Atenderam ao meu pedido prontamente.

 


Anteceder:

Pode ser VTD ou VTI, com a prep. a.

 

- A velhice antecede a morte.

- A velhice antecede à morte.

 


Presidir:

Pode ser VTD ou VTI, com a prep. a.

 

- Presidir o país. 

- Presidir ao país.

 


Renunciar:

Pode ser VTD ou VTI, com a prep. a.

 

- Nunca renuncie seus sonhos. 

- Nunca renuncie a seus sonhos.

 


Satisfazer:

Pode ser VTD ou VTI, com a prep. a.

 

- Não satisfaça todos os seus desejos.

- Não satisfaça a todos os seus desejos.

 


VTD ou VTI, com a prep. de

 


Precisar e necessitar:

Podem ser VTDs ou VTIs, com a prep. de.

 

- Precisamos pessoas honestas.

- Precisamos de pessoas honestas.

 

No Brasil, porém, o uso da preposição difundiu-se como se fosse obrigatório. Ninguém - a não ser professores de Português em aulas de Regência Verbal - fala Precisamos pessoas honestas. Pode-se dizer, portanto, que, no Brasil, precisar e necessitar são usados como transitivos indiretos.
Se, porém, à sua frente, houver outra oração ou outro verbo no infinitivo, o mais comum é não usar a preposição:

 

- Precisamos que encontrem pessoas honestas.

 


Abdicar:

Pode ser VTD ou VTI, com a prep. de, e também VI.

 

- O Imperador abdicou o trono.

- O Imperador abdicou do trono.

- O Imperador abdicou.

 


Gozar:

Pode ser VTD ou VTI, com a prep. de.

 

- Ele não goza sua melhor forma física.

- Ele não goza de sua melhor forma física.

 


VTD ou VTI, com a prep. em

 


Acreditar e crer:

Podem ser VTD ou VTI, com a prep. em.

 

- Nunca cri pessoas que falam muito de si próprias.

- Nunca cri em pessoas que falam muito de si próprias.

 

No Brasil, porém, o uso da preposição difundiu-se como se fosse obrigatório. Ninguém - a não ser professores de Português em aulas de Regência Verbal - fala Nunca cri pessoas que falam muito de si próprias. Pode-se dizer, portanto, que, no Brasil, crer e acreditar são usados como transitivos indiretos.
Se, porém, à sua frente, houver outra oração ou outro verbo no infinitivo, o mais comum é não usar a preposição:

 

- Nunca cri que pessoas que falam muito de si próprias são verdadeiras.

 


Atentar:

Pode ser VTD ou VTI, com a prep. empara ou por.

 

- Em suas redações atente a ortografia.

- Deram-se bem os que atentaram nisso.

- Não atentes para os elementos supérfluos.

- Atente por si, enquanto é tempo.

 


Cogitar:

Pode ser VTD ou VTI, com a prep. em ou de.

 

- Cogitou uma viagem pelo litoral brasileiro.

- Hei de cogitar no caso.

- O diretor cogitou de demitir-se.

 


Consentir:

Pode se VTD ou VTI, com a prep. em.

 

- Como o pai desse garoto consente tantos agravos?

- Consentimos em que saíssem mais cedo.

 


VTD ou VTI, com a prep. por

 


Ansiar:

Pode ser VTD ou VTI, com a prep. por.

 

- Ansiamos dias melhores.

- Ansiamos por dias melhores.

 


Almejar:

Pode ser VTD ou VTI, com a prep. por, ou VTDI, com a prep. a.

 

- Almejamos dias melhores.

- Almejamos por dias melhores.

- Almejamos dias melhores ao nosso país.

 


VI ou VTI, com a prep. a

 


Faltar, Bastar e Restar:

Podem ser VIs ou VTIs, com a prep. a.

 

- Muitos alunos faltaram hoje.

- Três homens faltaram ao trabalho hoje.

- Resta aos vestibulandos estudar bastante.

 

Na última frase apresentada não há erro algum, como à primeira vista possa parecer. A tendência é de o aluno concordar o verbo estudar com a palavra vestibulandos, construindo a oração “Resta os vestibulandos estudarem”, porém essa construção é inadequada, pois o verbo é transitivo indireto, portanto resta a alguém. Então vestibulandos funciona como objeto indireto, e não como sujeito. Nenhum verbo concorda com o objeto indireto.

 


Quando houver, na oração, um verbo transitivo indireto, com a prep. a, seguido de um substantivo feminino, que exija o artigo a, ocorrerá o fenômeno denominado crase, que deve ser caracterizado pelo acento grave (à ou às).

 

- Assisti à peça das meninas.

 


VI ou VTD

 


Pisar:

Pode ser VI ou VTD. Quando for VI, admitirá a prep. em, iniciando adjunto adverbial de lugar.

 

- Pisei a grama para poder entrar em casa.

- Não pise no tapete, menino!

 

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