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Ortoepia ou Ortoépia

15/05/2018

Ortoepia ou Ortoépia

 

Ortoepia ou ortoépia é a correta pronúncia dos vocábulos.

Esse vocábulo é formado por ort(o)-, cujo significado é “reto, direito, correto...” e  épos no sentido de “o que se exprime por palavras”.

O contrário, ou seja, a pronúncia irregular dos vocábulos, denomina-se cacoepia ou cacoépia. Formado por cac(o)-, cujo significado é “ruim, mau”, e épos.

Vejamos algumas orientações a respeito dessa matéria:

 

1- Pronúncia adequada de E e de O:

 

A- Deve-se pronunciar com O fechado as seguintes palavras:

crosta

alcova (quarto de dormir sem passagem para o exterior)

bodas

pousa (conjugação do verbo pousar)

foro

 

B- Deve-se pronunciar com O aberto as seguintes palavras:

coldre (estojo para revólver)

probo (honesto)

caroços, fossos, miolos, trocos

 

C- Deve-se pronunciar com E fechado as seguintes palavras:

caminhoneta ou camioneta

em que pese (= apesar de)

o interesse (mas com E aberto “eu interesso, você interessa, que eu interesse”)

 

As formas dos verbos terminados em -ejar, -elhar, como bocejar, apedrejar, ajoelhar, espelhar...

Eu bocejo, você boceja, que eu boceje...

Eu ajoelho, você ajoelha, que eu ajoelhe...

 

As formas dos verbos terminados em -echar que se conectem com substantivos com E fechado:

O fecho (com E fechado), então eu fecho, você fecha, que eu feche (com E fechado)

Se o verbo se conectar com substantivos com E aberto, as formas serão pronunciadas com E aberto:

A flecha (com E aberto), então eu flecho, você flecha, que eu fleche (com E aberto)

 

D- Deve-se pronunciar com E aberto as seguintes palavras:

grelha

caminhonete ou camionete

 

2- Pronúncia adequada de todos os fonemas das palavras:

 

A- Deve-se pronunciar (e escrever nas redes sociais) o R final dos verbos:

cantar, e não “cantá”

estar, e não “está”

 

Obs.: Já recebi por inúmeras vezes a dúvida referente ao verbo “estar”: Quando escrever “está”, e não “estar”?

A forma “está” é a terceira pessoa do singular (ele, ela, você, o senhor...) do presente do indicativo (tempo caracterizado pela frase ‘Todos dias, eu...”) do verbo “estar”. Por exemplo:

Ele está preparado para o combate.

 

abóbora, e não “abobra”

reivindicar, e não “revindicar”

touro, e não “toro”

queixa, e não “quexa”

aleijar, e não “alejar”

banheiro, e não “banhero”

mesmo, e não “memo”

viagem, garagem, e não “viage, garage”

cabeleireiro, e não “cabelerero”

murchar, e não “muchar”

drible, e não “dibre”

supersticioso, e não “superticioso”

calvície, e não “calvice”

companhia, e não “compania”

próprio, propriedade, e não “própio, propiedade”

retrógrado, e não “retrógado”

álcool, alcoolista, e não “álcol, alcolista”

chimpanzé, e não “chipanzé”

manteiga, manteigueira, e não “mantega, mantegueira”

prostrar, prostração, e não “prostar, prostação”

reincidência, e não “reicindência” (re + incid(ir) + ência)

roubar, estourar, e não “robar, estorar”

 

B- Não se devem acrescentar fonemas:

pneu, e não “pineu ou peneu”

frear, enfear, e não “freiar, enfeiar”

bandeja, e não “bandeija”

advogado, psicólogo, e não “adevogado, pisicólogo”

ritmo, e não “ritimo”

mortadela, e não “mortandela”

mendigo, e não “mendingo”  

beneficente, beneficência, e não “beneficiente, beneficiência”

gnomo, e não “guinomo”

absurdo, e não “abisurdo”

captar, e não “capitar”

estagnar, e não “estaguinar”

impregna, e não “impreguina”

caranguejo, e não “carangueijo”

asterisco, e não “asterístico”

engajar, e não “enganjar”

prazeroso, e não “prazeiroso”

salsicha, e não “salchicha”

 

C- Não se devem substituir fonemas:

cabeçalho, e não “cabeçário”

bueiro, e não “boeiro”

cuspir, cuspe, e não “guspir, guspe”

empecilho, e não “impecilio”

privilégio, e não “previlégio”

estuprar, estupro, e não “estrupar, estrupo”

pequeno, e não “piqueno”

seguro, e não “siguro”

comer, e não “cumer”

abelha, e não “abeia”

mulher, e não “muié”

lagartixa, lagarto, e não “largatixa, largato”

iogurte, e não “iorgute”

umbigo, e não “imbigo”

meteorologia, e não “metereologia”

intitular, e não “entitular”

bueiro, e não “boeiro”

cinquenta, e não “cincoenta”

eletricista, e não “eletrecista”

inigualável, e não “inegualável”

irrequieto, e não “irriquieto”

jabuticaba, e não “jaboticaba”

meritíssimo, e não “meretíssimo”

problema, e não “pobrema

trouxe, e não “trusse”

disenteria, e não “disinteria, desinteria”

despender, e não “dispender”

tóxico (ks), e não “tóchico”

anteontem, e não “antiontem ou antes de ontem”

tossir, e não “tussir”

umedecer, e não “umidecer”

 

D- Não se devem trocar fonemas de posição:

caderneta, e não “cardeneta”

muçulmano, e não “mulçumano”

bicarbonato, e não “bicabornato”

 

E- Não se devem nasalizar os seguintes fonemas:

sobrancelha, e não sombrancelha

mendigo, e não “mendingo”

mortadela, e não “mortandela”

banana, e não “bãnana”

mas, e não “mãs”

 

F- Pronuncia-se o U nas seguintes palavras:

arguição, arguir (contestar)

exíguo, exiguidade (pequeno)

delinquir

quinquagésimo, quinquagenário, quingentésimo, quinquênio

quiproquó (equívoco; a confusão causada por um equívoco)

 

G- Não se pronuncia o U nas seguintes palavras:

adquirir

distinguir

extinguir

exangue (sem sangue; enfraquecido)

aqueduto

equitação

questão (não existe questã)

 

H- É facultativa a pronúncia do U nas seguintes palavras:

antiguidade

sanguíneo

equidade (igualdade, imparcialidade)

equivalente, equivaler

liquidar, liquidação

líquido

 

I- Segundo o Volp (Vocabuláriio Ortográfico da Língua Portuguesa), pronuncia-se o E aberto ou fechado, facultativamente, nas seguintes palavras:

ileso (sem lesão ou ferimento)

obsoleto (antigo; antiquado)

cerda

obeso

destro (direito; astuto, rápido)

bofete

 

J- Segundo o Volp (Vocabuláriio Ortográfico da Língua Portuguesa), pronuncia-se o O aberto ou fechado, facultativamente, nas seguintes palavras:

suor

algoz (carrasco)

poça

 

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